Partes Engraçadas - Câmara Secreta
PARTES
ENGRAÇADAS
Fred e Jorge,
porém, achavam muita graça em tudo. Saiam do caminho para andar à frente de
Harry nos corredores, gritando: “Abram caminho para o herdeiro de Slytherin, um
bruxo realmente maligno vai passar...”
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Harry aprendeu
depressa a não sentir muita pena dos gnomos. Resolveu simplesmente deixar cair
por cima da sebe o primeiro que pegou, mas o gnomo, pressentindo fraqueza,
enterrou os dentes afiados como navalhas no seu dedo, e Harry teve
muito trabalho para sacudi-lo longe, até que...
- Uau, Harry,
esse deve ter caído a uns quinze metros...
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- Você está
vivo! - exclamou desconcertada.
- Não precisa
parecer tão desapontada - disse o garoto, sério, limpando os salpicos de sangue
e o limo dos óculos.
- Ah, bem...
Andei pensando... Se você tivesse morrido, seria bem-vindo a dividir o meu boxe
- disse Murta, com o rosto tingindo-se de prateado.
- Arre! -
exclamou Rony ao saírem do banheiro para o corredor escuro e deserto. - Harry!
Acho que Murta está gostando de você! Gina você ganhou uma concorrente!
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...Dr.
Filisbuteiro, que disparavam molhados e, não aqueciam, e num brechó cheio de
varinhas quebradas, balanças de latão empenadas e velhas capas manchadas de
poções, os garotos deram de cara com Percy, profundamente absorto na leitura de
um livro muito chato intitulado Monitores-chefes que se tornaram poderosos.
- Um estudo dos
monitores-chefes de Hogwarts e suas carreiras - leu Rony alto na quarta capa. -
Parece fascinante...
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Rony sacudiu a cabeça, os olhos arregalados. Mione, porém, deu uma palmada na
testa.
- Harry, acho
que acabei de entender uma coisa! Tenho de ir até a biblioteca!
E, deixando os
amigos, subiu as escadas correndo.
- Que é que ela
entendeu? - perguntou Harry distraído, ainda olhando à volta, tentando descobrir
de onde vinha a voz.
- Muito mais do
que eu - disse Rony, sacudindo a cabeça.
- Mas por que
ela tem de ir à biblioteca?
- Porque é isso
que Mione faz - disse Rony sacudindo os ombros. - Quando tiver uma dúvida, vá à
biblioteca.
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Bruxo D. J.
Prod of Didsbury nos conta:
"Minha mulher
costumava caçoar dos meus feitiços pouco eficientes, mas depois de um mês no seu
fabuloso Feiticexpresso consegui transformá-la num iaque! Muito obrigado,
Feiticexpresso!
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- Eu tenho cara
de idiota? - rosnou tio Válter, um pedaço de ovo pendurado na bigodeira...
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- Os seus filhos
foram naquele carro até a casa de Harry e voltaram de lá ontem á noite!- gritou
a Sra. Weasley. - Que é que você me diz disso, hein?
- Vocês fizeram
mesmo isso? - perguntou o Sr. Weasley, ansioso. - E o carro voou bem? Eu... Eu
quero dizer - gaguejou, enquanto voavam faíscas dos olhos da Sra. Weasley -
que... Isso foi muito errado, meninos... Muito errado mesmo...
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Estavam quase
chegando a King’s Cross quando Harry se lembrou de uma coisa.
- Gina... Que
foi que você viu Percy fazendo, que ele não queria que contasse a todo mundo?
- Ah, aquilo -
disse Gina entre risinhos. - Bom... Percy tem uma namorada.
Fred deixou cair
uma pilha de livros na cabeça de Jorge.
- É aquela
monitora da Corvinal, Penelope Clearwatet. Foi para ela que esteve escrevendo o
verão todo. Eles têm se encontrado escondido por toda a escola. Um dia eu peguei
os dois se beijando numa sala vazia. Ele ficou tão perturbado quando ela foi...
Sabe, atacada. Vocês não vão caçoar dele, vão? - acrescentou ansiosa.
- Eu nem
sonharia - respondeu Fred, que parecia um menino cujo aniversário
tivesse chegado mais cedo.
- De jeito
nenhum - disse Jorge, abafando o riso.
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- É a mim que
você pergunta! - gritou Murta, surgindo em meio a mais uma onda líquida, que se
espalhou pelo chão já molhado. - Estou aqui cuidando da minha vida e alguém acha
que é engraçado jogar um livro em mim...
- Mas não deve
machucar se alguém joga um livro em você - argumentou Harry. - Quero dizer, ele
atravessa você, não é mesmo?
Disse a coisa
errada. Murta se estufou e gritou com voz aguda:
- Vamos todos
jogar livros na Murta, porque ela não é capaz de sentir! Dez pontos se você
fizer o livro atravessar a barriga dela! Muito bem, ha, ha, ha! Que ótimo jogo,
eu não acho!
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Severo Snape era
o professor de que Harry menos gostava. Por acaso Harry era o aluno de quem
Snape menos gostava também. Cruel, irônico e detestado por todo mundo, exceto
pelos alunos de sua própria casa (Sonserina), Snape ensinava Poções.
- Vai ver ele
está doente! - disse Rony esperançoso.
- Vai ver ele
foi embora - disse Harry -, porque não conseguiu o lugar de professor de Defesa
contra as Artes das Trevas outra vez!
- Ou vai ver foi
despedido! - disse Rony entusiasmado. - Quero dizer, todo mundo o detesta...
- Ou vai ver -
disse uma voz muito seca atrás deles - está esperando para saber por que vocês
dois não chegaram no trem da escola.
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- Ah. É, às
vezes isso pode acontecer. Mas o importante é que os ossos não estão mais
fraturados. Isto é o que se precisa ter em mente. Então, Harry, vá, dê uma
chegada na ala hospitalar, ah, Sr. Weasley, Srta. Granger, podem acompanhá-lo? E
Madame Pomfrey poderá... Hum... Dar um jeito nisso.
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-
Vamos, vamos, reúnam eles, reúnam eles, são apenas diabretes - gritou Lockhart.
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- Siga as
aranhas - disse Rony, fraco, limpando a boca na manga. - Não vou perdoar o Hagrid
nunca. Temos sorte de estar vivos.
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- Aí estão
vocês, Potter, Weasley. - A Profª. McGonagall veio em direção a eles, com a cara
séria. - Vocês dois vão cumprir suas detenções hoje à noite.
- O que nós
fizemos, professora? - perguntou Rony, contendo, nervoso, um arroto.
- Você vai polir
as pratas na sala de troféus com o Sr. Filch. E nada de magia, Weasley, no
muque.
Rony engoliu em
seco. Argo Filch, o zelador, era detestado por todos os alunos da escola.
- E você, Potter,
vai ajudar o Profº. Lockhart a responder as cartas dos fãs.
- Ah, não...
Professora, não posso ir também para a sala de troféus?
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Os minutos se
arrastaram. Harry deixou a voz de Lockhart passar por ele,
respondendo ocasionalmente “Hum” e “Certo” e “Sim”. Vez por outra, ele
captava uma frase do tipo "A fama é um amigo infiel, Harry" ou "A celebridade é
o que ela faz, lembre-se disto".
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Gina Weasley
parecia ter ficado muito perturbada com o destino de Madame Nor-r-ra. Segundo
Rony, ela adorava gatos.
- Mas você nem
chegou a conhecer Madame Nor-r-ra direito - disse Rony animando-a. -
Francamente, estamos muito melhor sem ela. - Os lábios de Gina tremeram. -
Coisas assim não acontecem todo dia em Hogwarts - tranqüilizou-a Rony. - Vão
pegar o maníaco que fez isso e mandá-lo embora daqui na hora. Só espero que ele
tenha tempo de petrificar o Filch antes de ser expulso. Brincadeirinha... -
acrescentou Rony depressa, ao ver Gina empalidecer.
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Arquivos de
madeira estavam dispostos ao longo das paredes; pelas etiquetas, Harry pôde ver
que continham detalhes sobre cada aluno que Filch já castigara. Fred e Jorge
Weasley tinham uma gaveta separada. Uma coleção muitíssimo polida de correntes e
algemas estava pendurada na parede atrás da mesa de Filch. Era do conhecimento
geral que ele estava sempre pedindo a Dumbledore que o deixasse pendurar os
alunos no teto pelos tornozelos.