Critícas e Resenhas - Pedra Filosofal
CRÍTICAS E RESENHAS
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CRÍTICAS
Omelete
Por Mariana Della Barba
Plataforma
Nove e Meia, Estação King’s Cross, Londres. É lá que o menino mago Harry Potter
vai pegar o trem com destino à Escola de Bruxos e deixar para trás a vida com os
trouxas. Só para esclarecer, King’s Cross é realmente uma estação de trem e
metrô em Londres, mas a plataforma Nove e Meia não existe, não há nada entre a
Nove e a Dez. Pelo menos para nós, os trouxas, como as pessoas sem poderes de
feiticeiros são chamadas em Harry Potter e a Pedra Filosofal, da Editora Rocco,
febre no mundo todo.
Escrito
inicialmente para o público infantil e juvenil, o livro agradou leitores de
todas as idades (e nacionalidades) e já vendeu mais de 50 milhões de cópias em
42 países, fazendo de sua autora, J. K. Rowling, a mulher mais bem paga da
Inglaterra. Ao todo, já foram lançados quatro livros da série (que segundo a
Rowling terá sete): Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara
Secreta, Harry Potter and the Prisoner of Azkabar e Harry Potter and the Goblet
Fire, sendo que os dois primeiros já estão disponíveis em português.
Harry viveu,
desde bebê, na casa dos tios trouxas, porque ficou órfão quando seus pais
perderam uma batalha com o bruxo mais temido de todas os tempos. Aliás, os
Potter foram magos lendários e por isso Harry passa boa parte da história
tentando provar que não é apenas um nome famoso. Só aos 11 anos, quando ele
recebe uma carta confirmando sua matrícula na escola de feiticeiros, é que o
menino descobre que tem poderes. Até então, ele se considerava um garoto como
outro qualquer...
Mas o livro
tem muito mais que um enredo interessante, detalhes geniais fazem até os
leitores menos empolgados não desgrudarem os olhos das 263 páginas. Objetos,
costumes, brincadeiras, animais, brinquedos... tudo é transportado para a
realidade dos feiticeiros. Em vez do futebol, os meninos magos jogam quadribol,
um esporte praticado não com chuteiras, nem em gramados, mas sim com vassouras
voadoras, no ar. E, melhor ainda se for com uma vassoura Nimbus 2000, objeto de
desejo dos feiticeirinhos, como os garotos normais sonham com uma bike de última
geração.
Apesar de
alguns tropeços na tradução (como o uso freqüente da palavra ‘entrementes’),
Harry Potter e a Pedra Filosofal tem um estilo despretensioso e intrigante. Não
é tarefa difícil ler o livro todo num fôlego só e quando se chega ao fim, fica
uma vontade de continuar acompanhando a vida do menino Potter. Não se surpreenda
ao se pegar pensando em como seria jogar xadrez com peças que têm vontade
própria, ver sua imagem refletida em um espelho que mostra o futuro ou receber
notícias não por carta ou e-mail, mas sim por um coruja ensinada...
Fonte:
http://www.omelete.com.br/game/10000121/especial_harry_potter.aspx
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Almanaque Virtual
Por Frini Georgakopoulos
O primeiro
livro chama-se Harry Potter e a Pedra Filosofal. Ele não começa descrevendo
magias e feitiços, mas um dia como outro qualquer para um trouxa (pessoa que não
possui mágica no sangue) comum que, aos poucos, vai se transformando em uma data
muito especial para o mundo bruxo. O primeiro capítulo não descreve o herói da
série, mas a casa de um casal trouxa que simplesmente repudia tudo que não seja
considerado “normal”. Já de cara, Rowling dá a dica que é justamente nesta casa,
na casa dos Dursleys, que coisas nada normais vão acontecer.
Além de
introduzir este casal - que será mais desenvolvido durante o livro, já que são
os tios malvados de Harry – o conflito principal também é estabelecido. Bem no
início do primeiro livro, Rowling conta como duas pessoas justas e boas foram
mortas friamente pelo Lord Voldemort, ou Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, o mais
terrível bruxo de todos os tempos. Como um livro infantil começa com um duplo
homicídio? Pois é, mas o foco é direcionado ao sobrevivente: o bebê Harry Potter,
que, sem saber como, fez com que os poderes de Voldemort desaparecessem e sofreu
apenas uma cicatriz em forma de raio na testa. O grande herói da saga perde os
pais no primeiro capítulo do primeiro livro e precisa lidar com a
responsabilidade de seu “ato” desde o berço.
O diretor de
Hogwarts, e amigo do casal falecido (Lílian e Thiago), Alvo Dumbledore, levou o
bebê Harry para a casa dos tios, aqueles trouxas do início do capítulo. Pode
parecer sacrilégio colocar um bebê novinho na casa daquelas pessoas, mas não é
que o moleque cresce com caráter e valores corretos? Tudo isso vem de sangue, já
que os tios são sinistramente malas! Bem, continuando, dez anos de abuso
psicológico e físico (até frigideira já voou no Harry) se passam até que Hagrid,
um meio-gigante gente boa, vem buscar Harry para ir para Hogwarts. Somente aí
que o garoto descobre que tudo que fazia quando estava zangado ou com medo era
magia! Ele era um bruxo!
De um dia
para o outro, Harry descobre não somente sobre a existência de um outro mundo,
mas também sobre o seu papel nele. Ele é O Menino que Sobreviveu, o salvador do
mundo bruxo, que o recebe de braços abertos. Obviamente que nem tudo são rosas e
Harry logo fica sabendo sobre a mania de algumas famílias (como as de Draco
Malfoy, “colega” de classe de Harry) se acharem superiores a outras só por não
terem se misturado com trouxas. Harry então encontra dois amigos que se tornarão
inseparáveis: Rony e Hermione. Ele vem de uma família pobre e ela de uma família
trouxa, mas é a bruxa mais inteligente da idade dela! Os três ingressam em
Hogwarts, onde os alunos são divididos em quatro Casas: Grifinória (onde ficam
os corajosos), Sonserina (os ambiciosos), Lufa-Lufa (os esforçados) e Corvinal
(os mais acadêmicos). O trio fica na Grifinória já que os alunos são escolhidos
pelo Chapéu Seletor de acordo com suas personalidades. Já na Sonserina ficou
Draco e o Professor de Poções, Severo Snape, ex-arquiinimigo do pai de Harry.
Durante o
decorrer do ano, e do livro, o leitor se encontra em um universo praticamente
paralelo ao nosso (ou seja, trouxa) onde corujas trazem o correio e unicórnios
não somente existem como são considerados sagrados. Harry não somente enfrenta
perigos, mas descobre amizades verdadeiras como nunca havia tido. O protagonista
não é o garoto bonito, inteligente e perfeito. Ele é o menino inseguro de si,
mal nutrido e de família partida. Mas mesmo assim, mesmo com todas as
dificuldades já enfrentadas e que ainda estão por vir, Harry tem caráter, tem
boa índole e é apenas um garoto como qualquer outro, embora sua cicatriz diga o
contrário. Isso conquista o leitor. Os personagens (principalmente Harry) são de
fácil identificação com o leitor que está passando pela mesma idade ou lembra
como foi ter onze anos.
A narrativa
tem ótimo ritmo e detalhes o suficiente para enriquecer a história, mas não para
deixá-la arrastada. A relação entre os personagens é complexa assim como seria
entre pessoas fora da página e quando o final do primeiro livro chega, sabemos
que isso tudo é apenas o início.
Fonte:
http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=1512&tipo=23&tipo2=almanaque&cot=1)
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RESENHAS
Abaixo se
encontra uma lista com reviews de Harry Potter e Pedra Filosofal, que expressam
a opinião dos mais renomados jornais, empresas, instituições e mídia
internacional sobre o livro:
“Um
magnífico romance de estréia....Harry está destinado ao sucesso. Tanto como
Roald Dahl, J. K. Rowling tem uma pérola que reserva emoções, sentimentos e
triunfos dos seus personagens em uma escala humana, mesmo quando o sobrenatural
toma conta de tudo. Como um todo, Harry Potter e a Pedra Filosofa é divertido,
enérgico e impressionante, como a história por detrás disso.” -The New York
Times.
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“Você não
tem de ser um bruxo ou uma criança para apreciar o feitiço lançado por Harry
Potter.” - USA Today
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“Um encanto,
imaginativo: construção mágica de um romance... uma estréia gloriosa, um livro
de maravilhosas satisfações e estonteantes idéias criativas. Não há caso para
duvidar das habilidades e promessas de J. K. Rowling, e há todas as razões para
esperar coisas grandiosas, verdadeiramente grandes, dela no futuro.” The Boston
Globe
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“É evidente
que Harry Potter e a Pedra Filosofal deve fazer qualquer garoto de 11 anos de
idade um leitor muito feliz. O romance anda rapidamente, envolvendo tudo: desde
uma cobra que cochicha, um centauro melancólico até um sistema de corujas, e,
no, final uma surpresa apavorante.” - The Washington Post Book World