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Nos filmes - J.K. Rowling

 

JK NOS FILMES

 

 

Harry Potter e a Pedra Filosofal

 

Desde o início da produção da trama, J.K.Rowling foi muito presente com sua visão da série e suas opiniões muito pertinentes sobre elenco, cenário, figurino e tudo quanto fosse relacionado à fidelidade à sua obra. Determinou qual seria a textura das cortinas, a cor do sangue do unicórnio e até mesmo desenhou um mapa com o interior do castelo de Hogwarts. Felizmente tudo saiu exatamente da forma como ela havia imaginado.

 

Sobre o filme e os personagens, a autora comentou:

 

“Mas eles realmente são do jeito que imaginei que seriam em minha cabeça. Então, obviamente, isso é a melhor coisa para a escritora do trabalho original, não ver nada distorcida na tela.”

 

O produtor do primeiro filme da série, David Heyman, comentou o seguinte sobre a aceitação de Rowling no primeiro filme:

 

“Ela quis passar o resto dos dias sozinha no Beco Diagonal. Ela disse que a aparência fosse exatamente a que ela tinha pensado e que ela e o diretor de arte Stuart Craig nem sequer haviam discutido isso.”

 

O diretor do filme, Chris Columbus, prometera à autora inúmeras coisas relacionadas a manter o filme extremamente fiel a sua obra. E mesmo que as promessas do diretor fossem difíceis de serem cumpridas, para J. K. todas elas foram realizadas com maestria:

 

 “A primeira vez que encontrei Chris Columbus, o diretor, ele me prometeu duas coisas: que o longa-meragem se manteria tão fiel ao livro quanto possível com as limitações do filme; e que o elenco seria todo britânico. E manteve as duas promessas, o que fez de mim uma mulher feliz.”

 

Em entrevista a escritora revelou ainda que até as suas preferências de elenco foram respeitadas, fechando o filme com ‘chave de ouro’ e a deixando tranqüila, pois a produção tinha o mesmo carinho pela história de Harry Potter que ela.

 

“Meu elenco dos sonhos… e, como eu falei, eu consegui muito do meu elenco dos sonhos… mas os topos da lista são com certeza: Robbie Coltrane para Hagrid e Maggie Smith para McGonagall”.

 

A autora comentou sobre o personagem Hagrid e seu intérprete nas telonas, Robbie Coltrane:

 

 “Robbie é simplesmente perfeito para Hagrid porque Hagrid é um personagem amável, bastante adorável, bastante engraçado… mas ele realmente tem que ter – você realmente tem que sentir – uma certa firmeza apesar disso… e eu acho que Robbie preenche isso perfeitamente”.

 

Na época do lançamento do filme, J. K. Rowling foi muito perguntada sobre os feitiços do longa, se ela havia mesmo os inventado e porque motivo tinham sido criados novos encantamentos para o filme, diferentes dos originais. Sobre isso, Rowling responde:

 

“Feitiços nos filmes – não tenho certeza. Steve (roteirista)  inventou alguns e eu lhe forneci outros. Alguns dos novos encantamentos, como “lacarnum inflamari” devem ter soados mais dramáticos na tela – embora até terminar de dizê-lo, você certamente terá perdido alguns segundos preciosos nos quais o Visgo do Diabo poderá ter estrangulado você. Mas assim é o showbiz.

 

Nota: As citações foram retiradas das entrevistas concedidas ao The Guardian em 5 de setembro de 2001 e ao Telegraph.co.uk em 11 de novembro de 2001.

 

Harry Potter e a Câmara Secreta

 

No segundo filme da série o envolvimento de Rowling foi mais parcial, primeiro pois não havia tanta coisa para se decidir, os cenários estavam quase todos prontos do primeiro filme e os atores também, então a autora se focou no roteiro do filme, no qual ela ajudou determinantemente.

 

Ela elogiou muito o filme, principalmente os novos atores:

 

“Todo o novo pessoal no filme esteve bem, nós, todo mundo sabe que fiquei muito feliz com o elenco original e fiquei realmente satisfeita com todos do novo pessoal no filme. Achei que foram ótimos. Muito bons.”

 

Sobre os atores Kenneth Branagh (Lockhart), Jason Isaacs (Lúcio Malfoy) e Mark Willians (Arthur Weasley) em seus respectivos papéis J. K. comentou:

“Não sei se teria pensado imediatamente em Kenneth Branagh para Gilderoy, mas acho que ele fez um fantástico-, um fabuloso trabalho. Ele me fez rir e eu sabia quando todas as piadas viriam, então se ele me fez rir, isso é uma façanha bastante boa; hmmm, é, achei ele muito bom. Temos Lúcio Malfoy obviamente, e o achei excelente. Ele parece muito o pai de Draco também, eu acho – um choque e tanto, realmente, porque a maioria dos homens não ficam bem com longos cabelos louros - que ele fica bem. Amei o Sr. Weasley, Mark Williams, eu o achei ótimo.”

 

Além dos atores e do cenário, uma coisa se destacou se comparado ao primeiro filme, sendo utilizada de forma mais incisiva neste segundo filme: os efeitos especiais de Dobby, do Ford Anglia, do Basilisco e de muitas outras coisas.

 

“Os efeitos visuais e os efeitos especiais são impressionantes. Realmente impressionantes. E, soa como uma coisa boba a se dizer, mas eles certamente parecem tão reais. Eu, ainda é estranho para mim, mas eu olho o filme desse jeito e hmmm, e não fico distraída pensando ‘bem, como eles fizeram isso?’ E eu não fiquei assim de forma alguma, estava, estava somente assistindo e aceitando que Dobby realmente estava pulando para cima e para baixo na cama de Harry, então é absolutamente maravilhoso. Dobby é realmente muito bom. E as mandrágoras. Maravilhosas. Realmente amei as mandrágoras.”

E o mais importante para ela, revelou a autora, foi que trama se manteve fiel ao livro, não acabando com pontos chave para a continuação da história, um grande medo de Rowling que acabou sendo infundado.

 

“Digo, coisas chaves acontecem no livro dois, hmmm, e ninguém além de mim sabe o quanto essas coisas são importantes… ainda. Há muitas coisas nele… e eu sei o quanto foi difícil colocá-las lá sem parecer que eram, hmmm… sem atrair muita atenção para todas as dicas então, então é, estava, estava realmente preocupada se veria todas, todas as coisas importantes no filme, e assim foi. Foi.”

 

Nota: As citações foram retiradas da entrevista concedida aoIGN.com (Filmforce)’ em 13 de novembro de 2002.

 

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

 

O terceiro filme da série trouxe uma nova visão do mundo bruxo, com um novo diretor, muito aguardado e muito elogiado por J.K.Rowling, que compreende a forma de Cuarón ver seu mundo e J. K o aprovou apesar das duras críticas que o diretor recebeu pelo filme. Os personagens usando jeans, Hermione e Rony de mãos dadas...

 

“É a versão Alfonso de meu mundo. É seu bebê. Para a razão muito óbvia que os livros e os filmes são meios diferentes, fazer uma adaptação muito literal talvez não servisse ao melhor material, e eu penso que fez exatamente o que eu esperei que fizesse. Ele é muitos postos de humor lá dentro, e eu penso que são fantásticos. Eu ficaria muito surpresa se a maioria das pessoas não encontrasse suas partes favoritas do livro nesse filme.”

Sobre o diretor, Jo Rowling afirmou:

 

“Alfonso tem uma ótima intuição com o que nós trabalhamos e também com o que não trabalhamos. Ele colocou coisas no filme, sem saber, renunciando coisas que aconteceriam nos livros que eu nem lancei ainda. Então eu fiquei surpresas quando eu vi muitas daquelas coisas, quando eu vi várias daquelas coisas, e eu pensei que pessoas iriam ver o filme e pensar que eu coloquei aquelas coisas no livro por causa do filme!”

 

Mas apesar de todas as críticas, os desejos e ideais de Rowling foram respeitados nesse filme, como os Dementadores, por exemplo, que ficaram parecidos com a forma idealizada por Jo:

 

“Eles são simplesmente assustadores do como que eu imaginei, justamente magníficos. Um dos maiores temas no livro é Harry vencer os Dementadores. E os Dementadores para mim eram muita depressão e não somente tristeza. Eu penso que Afonso tem feito realmente um grande trabalho nisso, em mostrar o que isso pode sentir e a circunstância em que você se torna vulnerável a isso.”

 

Muito perguntada pelos fãs sobre o fato da origem dos Marotos ter ficado de fora de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, a autora pontuou, em seu site oficial:

“Eu achei bom. É simplesmente impossível incorporar todas as minhas linhas de argumento num filme que tinha de ser mantido com menos de quatro horas. Obviamente filmes têm restrições que livros não têm, de tempo e orçamento. Posso criar efeitos fascinantes baseados apenas na interação da minha imaginação com a dos leitores – daí a minha preferência pela página em relação à tela.”

 

Apesar disso, conclusão de J.K sobre o filme foi simples e clara, se mostrando de forma positiva como ela sempre faz:

 

“Eu penso que nesse caso, o livro e o diretor foram feitos um para o outro. É uma unidade se tratando do filme, e ele é consistente, e também o clima, é algo muito agradável. E isso não é uma coisa comum, para o autor do material original. Estou completamente feliz, o que mais posso dizer?”

 

Nota: As citações foram retiradas da entrevista concedidas ao USA TODAY em 27 de maio de 2004 e dos extras do DVD de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

 

Harry Potter e o Cálice de Fogo

 

Em Harry Potter e o Cálice de Fogo J.K.não teve uma participação muito grande na produção, pelo menos não grande se compara à dos filmes anteriores. Participou na elaboração do roteiro, como de costume, e na caracterização dos dragões, Hinkypunks, sereianos e no labirinto.

 

O quarto filme da série veio com novidades, o primeiro diretor britânico da série cinematográfica, Mike Newell, um diretor renomado, o mesmo de Quatro Casamentos e Um Funeral.

 

Afonso Cuarón havia sido convidado para dirigir o quarto filme da série, mas recusou a oferta durante as filmagens do terceiro filme ainda. Assim como admira Cuarón, Rowling admira Newell e se mostrou muito satisfeita com o trabalho do diretor.

 

Novamente os efeitos especiais se destacaram de forma positiva, Rowling afirmou ter achado os efeitos especiais deslumbrantes, como o labirinto, os dragões, o lago de Hogwarts e o belo efeito do cálice de fogo.

 

Harry Potter e a Ordem da Fênix

 

J. K. Rowling, influenciada pelos outros quatro sucessos da série, já se sentiu mais segura quanto ao quinto filme, que teve direção de David Yates. Yates conquistou a autora e toda a equipe, pois apesar de exigir muito dos atores, tendo um padrão muito auto, é uma pessoa amável, compreensiva e flexível.

 

A aprovação por parte da autora foi tanta que, juntamente com a Warner, que Yates foi contratado para gravar Harry Potter e o Enigma do Príncipe e já foi confirmado na direção de ambas as partes de Relíquias da Morte.

 

O filme demonstra o real espírito da trama, a ternura do primeiro amor de Harry, a tristeza pela perda de um ente querido, e uma revolta pela desconfiança do mundo bruxo, pelas armações de Umbridge e do Ministério, por ter sido esquecido nas férias de verão.

 

“se você não entende a raiva de Harry em Ordem da Fênix, você não entendeu o que ele passou nos quatro livros anteriores. Harry tem o direito de sentir raiva.”

 

Rowling se mostrou muito prestativa na elaboração do filme, e nas filmagens na sala da tapeçaria dos Black no Largo Grimmauld, Jo montou a árvore genealógica de cinco gerações da família bastando apenas um telefonema por parte da produção da Warner. Além disso, J. K deu dar dicas sobre quais personagens deveriam ou não permanecer no filme em benefício da trama. Um exemplo disso foi o personagem Monstro, que inicialmente havia sido cortado do filme: a autora interferiu e deu a dica de que ele seria importante em Relíquias da Morte, fazendo com que o personagem não ficasse de fora.

 

Nota: A citação foi retirada da entrevista concedida ao TLC em 22 de Junho de 2007.